economia inteligente, junk food

Alice no rechaud

carne carne carne carne

Preciso fazer um disclaimer aqui, antes que vocês fiquem lendo e falando que eu sou uma mentira*: eu odeio salada, eu amo comer. Digo, ninguém engorda sete quilos do nada do nada. Ninguém engorda sete quilos do nada sendo a favor de shakes emagrecedores. O único shake que sou a favor começa com Milk e termina com um sorriso de prazer. MAS EU FAÇO ACADEMIA. Mas eu levo de marmita, de segunda a quinta, sempre um grelhado e uma salada. Sofro com a salada, sorrio com a carne e almoço cerca de menos de 200 calorias porque eu sou assim eu sei a quantidade de calorias das coisas. E AMO ACADEMIA (é sério, sou rata de academia desde os 13 anos, a única diferença é que hoje estou mais pra ratazana). 

Isto posto, quero contar o que jantei ontem. Porque ontem foi um dia de escolhas ruins e final feliz. Fui pra casa do namorado assistir a um dos filmes mais bestas que já vi na vida, e de lá nos arrumamos e fomos assistir à Alô Dolly, que está em cartaz lá no Bourbon. E, posso dizer, como fã que sou de musicais (fã nível QUERIA QUE TODOS OS FILMES DO MUNDO FOSSEM MUSICAIS): que montagem ruim, minha gente. A parte boa é que paguei 30 reais, já que sou uma pobre estudante e ontem era quinta feira de preços especiais, então não quis me matar tanto ao ouvir as desafinadas gerais do elenco. Sempre que a Marília Pera cantava mole e zoava o som do teatro (sei não, acho que aquilo é botox demais) eu pensava TRINTA REAIS.

Aí quando o dia acabou decidimos que precisávamos pelo menos comer alguma coisa gostosa, pro dia não acabar com gosto ruim. Porque sou assim, preciso me agradar. Com comida. Paga. Fomos no Outback, e não rolou. Digo, é gostoso e tal, mas me sinto no Berlim Oriental tendo que esperar numa fila de 45 minutos para poder comer. Aí fiquei com vontade de comer carne e saímos decididos: “vamos conhecer a churrascaria gigante que fica perto da sua casa”. Lembre-se: minha verba era zero. Esse negócio de jantar fora já tava errado, mas eu queria me permitir, tinha sido devastada por um musical ruim e um filme terrível. O plano era só  não gastar muito, quarenta reais não é muito (ou é?). Chegando na churrascaria gigante, um dizer gigante dizia: 39,90 o rodízio. Quando íamos entrar, enxergamos as letras miúdas: *exceto em finais de semana e feriados. Que em finais de semana e feriados, o rodízio custa 59,90. Aí você pensa: 20 reais a mais? Será que o boi fica mais gostoso nesses dias ou os garçons são tipo mil vezes mais bem pagos?

É que aqui entra a parte em que eu me orgulho: em outros tempos, eu ficaria ofendidíssima, mas entraria mesmo assim (pô, mó vergonha ir até a porta e voltar atrás). Mas dessa vez, dessa vez fui linda: empinei o nariz e falei OBRIGADA. Com voz de Marília Pera e tudo. Terminamos a noite na Esquina do Fuad, que é coisa linda de Deus. 37 reais por pessoa e uma picanha que é mais gostosa até que a do Juarez (que se lembro bem, da última vez que fui, me saiu uns 60 reais e algumas lágrimas).

Não me arrependo de nada,

Alice Desespero*

*se bem que eu sou uma mentira mesmo, lide com isso.

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errei de novo, trabalho

Que desespero

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Sabe quando você fala pro seu chefe que não assiste  TV a cabo porque está sem dinheiro para pagar TV a cabo e depois percebe que falar disso com seu chefe pode pegar mal e depois percebe que não pegaria mal se ele pagasse bem mas mesmo assim acha que você poderia ter se esforçado para pegar melhor? Ou pagar

Então.

Cordialmente,

Alice Desespero*

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horrorosa

As fotos da festa não ficaram ótimas

Fotos, essas sinceras. Tô pra dizer que as fases da vida em que me acho mais linda são aquelas em que faz tempo que não tiro uma foto. Porque espelho é safado, sabe fazer você se sentir bem (com exceção dos espelhos de lojas de departamento, claro). Agora, foto? RÁ! Você tá lá toda trabalhada na madrinha de Kate Spade e com seu batom favorito da MAC (tudo parcelado) e sorri pra foto. “OUTRA (SAÍ GORDA)”. Aí a pessoa vai lá e tira outra. “…OUTRA, VAI (SAÍ GORDA DE NOVO)”. Aí lá foi outra. “AIII, TIRA OUTRA, saí de olho fechado (E GORDA)”. “Mas seu olho tá aqui, ó, abertão”.”NÃO IMPORTA OUTRA”.

Ah, que saudades do período renascentista.

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erros, minha história

Paguei o pato.

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Tem esse negócio de valor percebido e valor real, né? De uns tempos pra cá venho tentando lidar melhor com isso. Como uma vez, que eu precisava comprar um regador. Digo, se fosse hoje, talvez eu escolhesse continuar regando minhas flores de supermercado  com meus copos de requeijão, mas é que a Alice do passado era coisa de doido. Fui até a Emme, loja linda cujas roupas duram cerca de duas horas de uso mas isso não vem ao caso se você está em busca de uma roupa de uma noite só ou de um regador estiloso, e vi que lá havia um regador.

Digo, era um regador em forma de pato.

E lá, no meio daquelas peças de roupa descoladas, da vitrine bonitona e das músicas hipsters, ele compunha um visual tão lindo, que quase grasnei pra ele em êxtase.

QUÉ, ele gritou de um canto.

QUANTO, gritei eu do outro.

CINQUENTA REAIS, disse a vendedora.

50 reais num regador em forma de pato mega estiloso vale, né?

Digo, era um regador em forma de pato.

Levei pra casa, desembrulhei, botei na estante e adorei. À noite, minha mãe faz o que ela faz de melhor:

-Que lindo esse patinho de plástico. Comprou na 25?

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errei de novo, roupas como vos amo

A besta que sou, meia descontrolada

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Aí sábado é o grande dia. Não o meu (AINDA), mas você sabe, eu sei, todo mundo sabe que ser madrinha é até mais importante que ser a noiva.

E tudo estava comprado, com exceção da carteira estilosa e da meia calça. Quanto à carteira estilosa, decidi ir com a minha carteira estilosa invisível (ora, pedirei pro namorado carregar meu celular e enfiar os 25 bem casados no bolso do terno, e pronto, pra que mais se leva uma bolsa num casamento, afinal?). Quanto à meia calça… Ah. Passei lá, na lojinha que fica no caminho da pós, que claramente estava vendendo meias calças superfaturadas, e comprei. Gastei 20 reais, fui embora e acabou.

Exceto que não foi bem assim. Porque no meio do caminho tinha o balcão de meias diferentes por 9,99. E num passe de mágica os 20 viraram 30. Note-se que falo de meias calças daquelas lindas, que você vê gente usando no pinterest e que você sabe, tem certeza, crê que NUNCA VAI USAR PORQUE NUNCA VAI COMBINAR COM NADA NO SEU GUARDA ROUPA vão ser super usadas o inverno inteiro.

Vou fazer o que, né? Comprei. 9,99. Uma pechincha.

9,99 ao contrário, já sabe que número que é, né? Pois é. Mas nesse caso, a besta sou eu.

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trabalho

Produtividade é uma coisa fofa

   

Não que eu seja incompetente, não é isso. É que confesso que tem sexta-feira chuvosa que eu trocaria uma promoção na carreira por uma promoção na Maria Filó, assim, fácil. Quando bate aqueeeeela coisa, aqueeeela indisposição, aqueeeela vontade de passar o resto da tarde vendo Sessão da Tarde e comendo brigadeiro. Sabe como é? Comi minha marmita, já apelei pro café do escritório e o relógio continua parado. E não dá pra achar que ele tá quebrado, porque o relógio do computador nunca quebra, eu acho.

Aí a Cris me manda uma URL cheia de bichinhos fofos. E dessa eu vou pra outra. E outra. E mais outra. E começo a ficar até mais acordada de fofura. “Não é possível”, eu penso, isso tem que ter alguma utilidade pra humanidade, esses filhotes de gatos enfofando a internet. Aí joguei no Google essa questão e encontrei essa pesquisa, que saiu em mil links, incluindo na Galileu, via Life Inc:

“Uma pesquisa feita na Universidade de Hiroshima, provou que um tempo de exposição à fofura aumenta sua produtividade – pelo menos em tarefas mais complexas, que exigem mais cuidado. Os cientistas, que fizeram as pessoas jogarem um game de estratégia após verem fotos fofas, acreditam que isso acontece porque os filhotes sugerem vulnerabilidade e ficaríamos mais cuidadosos, mesmo que de forma inconsciente, após olhar para eles. A conclusão é que qualquer um que trabalhe usando muito sua concentração e cuidado – como em contabilidade ou edição – pode se beneficiar ao ter uma foto de um filhotinho dormindo sobre sua mesa.”

Via LifeInc 

Aí resolvi aproveitar minha tarde improdutiva e dividir com vocês algumas fotos para ajudar em seu dia de trabalho. É só passar o mouse e ver quanto cada uma equivale em grau de produtividade, numa medida completamente inventada por mim. BOM TRABALHO!

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fazendo em casa, receitas

Ando numa fase meio gourmet, pode ser bife

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Alana é minha melhor amiga e estava morando fora, porque eu sou assim, fina, tenho amigas que moraram fora. Ela voltou para o Brasil e preciso vê-la. Minha amiga de infância, dos tempos em que a gente não conhecia cabelo escovado nem maquiagem. Amiga daquelas de chorar e rir juntas, de gostar do mesmo menino na terceira série juntas, de tentar matar um rato num hotel em Nova York juntas. Vocês entenderam. PRECISO ver a Alana.

Alana: Vamos na segunda então! Tem algum restaurante gostosinho que você recomenda?
Eu: Uhmmm, conheço vários!

Meu cartão: HAHAHAHAHAHAHAHA

Eu: …mas eu posso fazer um jantarzinho em casa, não prefere? =D

Escrevi isso e corri para baixo da mesa, me escondi, ah Alana, você sacou tudo, não é? Ah, que vergonha.

Alana: Ebaaaaaaaaaaa. Mega prefirooooo! 

Te amo, Alana. Viu só, tudo certo.

Eu: ando numa fase meio gourmet! hahahaha =D -> droga, esse hahaha saiu um pouco desesperado
Alana: Haha!!! To vendo! Fechadissimo então
Eu: show!!!!!! o que vc gosta de comer?
Alana: O mais simples possível. Pode ser bife.

Pode ser bife, Alana disse. PODE SER BIFE. Pode ser bife sem emoticon depois. Ninguém diz PODE SER BIFE sem emoticon depois sem desconfiar de que a amiga está com problemas bancários. É isso, tudo por água abaixo, ela vai aparecer em casa com uma sobremesa e com o exército da salvação.

Procurando receitas de bifes chiques,

Alice Desespero*

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