SOCORO, tô nem aí, tentando, trabalho

Acho uma palhaçada

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Reduzi aqui, reorganizei ali, cortei acolá (e estou falando de dinheiro, não de mim mesma). Até que cheguei a um ponto em que percebi: a não ser que eu pare de comprar comida, não tem mais o que cortar neste meu orçamento de mulher-que-mora-sozinha-com-25-anos-e-gastou-todas-as-economias-com-viagens-a-Paris. E até conseguir pagar a pós e minhas dívidas decidi fazer uma renda extra. E agora ninguém me segura!!!

Juro, juro por Deus que tô quase clicando naqueles banners malfeitos que geralmente têm uma foto de mulher feliz falando EU GANHO 1.600 REAIS POR DIA SEM SAIR DE CASA, SAIBA COMO. Mas tenho medo de saber como, sei lá. Pra mim, essa coisa de ganhar 1.600 reais por dia sem sair de casa só pode passar vírus.

Aí passando aqui pela minha rua dei de cara com um buffet infantil assim, meio esquisito, que abriu faz algumas semanas. Adivinha? Entrei em contato e vou fazer uma entrevista lá amanhã.

Eu, Alice Desespero, profissional com uma bela e respeitável carreira de segunda a sexta feira, prestes a fazer uma entrevista num buffet infantil meio esquisito.

Pois é. Além de não ter um vintém, é capaz de eu passar os próximos finais de semana da minha vida sendo chamada de palhaça por crianças com metade do meu tamanho.

Me desejem boa sorte,

Alice Desespero*

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economia inteligente, roupas como vos amo, tentando

Alice vende tudo: até vestido por 40 reais!

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Eu vendo sim. Estou vivendo. Tem gente que não vende e tá… andando por aí toda bonitona cheia de roupa nova, muito melhor que eu.

É que as coisa continuam preta. Como vocês bem sabem, não é nem só o caso de eu estar devendo dinheiro pra Deus e o mundo (desculpa, Deus, eu prometo que pago), e sem margem pra comprar uma calçola. É também o caso de eu ter engordado 7 quilos e com isso ter perdido algumas roupas. Umas roupas lindas, lindas. Que não fecham mais. Ou seja, além de não poder comprar roupa nova, as roupas seminovas não querem mais brincar.

E o que você tem a ver com isso?

Sorte sua que nada. Mas você pode gostar de saber que estou vendendo algumas dessas roupas bonitas que não me cabem mais aqui no Enjoei. Elas são lindas, vêm com o selo de garantia “pouco usado e muito bem guardado” de Alice Desespero e estão bem baratinhas. Veja se você gosta de alguma coisa. Tem de 40 a 90 reais e só tem coisa bonita. É só clicar aqui: http://www.enjoei.com.br/usuario/alice-desespero

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Boas compras,

Alice Desespero*

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complexo

Achei que era gás lacrimogêneo, era cheiro do rio Pinheiros

Aproveitei a grande micareta da democracia manifestação que parou São Paulo pra ir a pé pra casa. Um cooper tranquilo, umas calorias a menos, panturrilha malhada, tudo de graça.

Mãe, se me ver na TV, eu tava só fazendo minha caminhada, tá. Não tenho tempo pra essas coisas não. Não consigo  mudar nem o caos da minha conta bancária, magina que vou mudar o Brasil.

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TÔ BRINCANDO GENTE SEUS CHATO

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roupas como vos amo, SOCORO

Aquele e-mail

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Hoje o dia acordou lindo em São Paulo. Me animei porque os pássaros cantavam, o sol brilhava e minha timeline do Facebook eu ignorava. Até que chegou aquele e-mail. Diretamente da minha loja favorita do mundo, aquela loja que até hoje não sei se fico feliz ou triste por não ter uma filial no Brasil e dificultar tanto meu acesso a ela. Maldita Anthropologie. Veio me oferecer uma verdadeira obscenidade de vestidos por menos de 100 dólares. Logo essa loja, cujos vestidos jamais custam menos de 100 dólares, nem nos meus sonhos mais loucos. Logo hoje, que estou fragilizada, depois de uma semana difícil, e sabendo que mês que vem minha verba de roupas tem saldo, já que minha fatura do cartão só virá com 70 reais de uma última parcela da C&A.

Numa sexta feira linda.

Abri o e-mail.

É claro que fui ver os vestidos, é claro que gostei de cinco, é claro que escolhi um. E estava lá, toda orgulhosa, comprando só um. SÓ UM! EM PROMOÇÃO! EU POSSO! ELE É LINDO! PRECISA DE MIM! Até que na página de fechamento da compra, o frete brilhou: 55 dólares. De frete. 55 dólares, pensa num absurdo. Não estou falando de 20 centavos, estou falando de 55 dólares. Por 55 dólares eu compro um jatinho e vou até Nova York pessoalmente comprar o vestido. Ah, revoltei-me. Revoltei tanto que fechei a janela e saí correndo em disparada pensando em como a vida é injusta.

E agora estou aqui, orgulhosa de mim. Salva por 55 dólares. O vestido em promoção ia me custar uns 300 reais, de qualquer maneira. Aqueles 55 dólares quiseram me dizer alguma coisa. E eu parei na hora certa.

Sim, parei.

Tenho certeza de que parei.

Por favor, diga que você está orgulhoso de mim também, nos comentários, por telefone, SMS, beijinho na nuca. Qualquer coisa. Senão amanhã a Anthropologie me manda um e-mail me avisando que deixei uma peça no carrinho de compras e eu sei que vou comprar. Por toda a minha vida eu vou comprar.

 

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economia inteligente, fazendo em casa, junk food, receitas

Biscoito de chocolate quentinho com leite branco

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Porque tudo fica mais gostoso escrito, né? Lanche vira sanduíche, bolacha vira biscoito, essas coisas assim. Até fim de semana na pindaíba. Fim de semana na pindaíba fotografado com a câmera Canon que comprei em 6 parcelas pagas até recentemente, não sem muitos xingamentos de “ALICE DO PASSADO, VOCÊ É LOUCA, 300 REAIS POR MÊS É UMA RENDA MENSAL”, essas coisas.

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É que dia desses eu e o namorado, aquela criatura incrível que me acompanha nos perrengues em vez de me jogar no vento depois da quadragésima crise de choro, passamos mais um final de semana econômico. O programa? Sábado foi dia de comer na Liberdade. Porque lá você come coisa gostosa, come fruto do mar, e paga preço de PF. Esses chineses são coisa linda de Deus, nunca vou entender como eles conseguem deixar barato até pato com lagosta na cidade mais cara do planeta. Mas eles conseguem. E eu comi. E foi bom.

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E domingo foi dia de cozinhar em casa. Porque sim, eu adoro cozinhar. Coisa boa! Isso é bom demais pra quem precisa de economizar e não suporta comida por quilo (tenho teorias suficientes sobre quilos para fazer um novo post). Foi dia de fazer uns cookies de chocolate, com ingredientes que eu tinha em casa.

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A receita original não achei muito gostosa, mas imagino que ela vá ficar melhor se for adaptada desta aqui, que é minha favorita. Aí você bota um pouco de cacau em pó e um monte de Confettis, ou M&Ms, dependendo do seu bolso. E pode manter ou não o chocolate picado da receita original, dependendo do tamanho da sua barriga. Aí, meus filhos, é só se jogar na felicidade. Porque economizar na felicidade é coisa de pobretão.

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Dica: fiz com Confetti branco e preto. O Confetti branco, no forno, não derrete e vira uma bola de gordura doce. Coisa horrível, mesmo. A não ser que você queira se aterrorizar com a gordura ingerida e usar os Confettis embolotados como um diminuidor de vontade de comer os cookies (o que é uma técnica bastante válida), use só os de chocolate preto, mesmo.

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amor, tô nem aí

Fofura no dia dos namorados

Fica a dica: se hoje, dia dos namorados, você quiser usar o vestido que estava usando quando vocês se beijaram pela primeira vez, vai ser fofo. Se você engordou sete quilos de lá para cá, a fofa vai ser você.

É por sua conta e risco. Eu, por exemplo, decidi usar de qualquer forma. Espero que ele não note a diferença que aconteceu nas coisa tudo de lá para cá. O namorado, não o vestido.

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banco, lamentos

Era uma conta muito engraçada

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Ontem me empolguei com paródias e compus (afe que conjugação horrorosa) essa canção, no meu caminho a pé para a pós (vou a pé pra tentar emagrecer etc.):

Era uma conta muito engraçada,
Não tinha grana, não tinha nada.
Ninguém podia usar ela não,
Porque na conta não tinha um tostão.
Ninguém podia fazer parcela,
Porque dinheiro não tinha nela.
Ninguém podia ir pra Paris,
Pagava multa, pagava LIS.
Mas era usada com muito esmero,
Na rua Augusta, remorso zero.
Mas era usada com muito esmero,
Na Oscar Freire, com muitos zeros.

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