banco, lamentos

Era uma conta muito engraçada

the house the house the house the house

Ontem me empolguei com paródias e compus (afe que conjugação horrorosa) essa canção, no meu caminho a pé para a pós (vou a pé pra tentar emagrecer etc.):

Era uma conta muito engraçada,
Não tinha grana, não tinha nada.
Ninguém podia usar ela não,
Porque na conta não tinha um tostão.
Ninguém podia fazer parcela,
Porque dinheiro não tinha nela.
Ninguém podia ir pra Paris,
Pagava multa, pagava LIS.
Mas era usada com muito esmero,
Na rua Augusta, remorso zero.
Mas era usada com muito esmero,
Na Oscar Freire, com muitos zeros.

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banco, complexo, fases do luto, lamentos

Maldita raposa

raposa raposa raposa raposa

Pode chorar, mas eu acho Pequeno Príncipe um livro muito besta. Um menino chato que fica falando com gente chata, reclamando de sua solidão e fazendo filosofia barata com uma rosa? Já peguei uns desses e devo dizer: CHATO. A verdade é que tem um trecho desse livro que sempre me irritou: é a tal da frase “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Acontece que  nem sempre eu quis cativar as coisas na minha vida. Elas é que se cativam sozinhas, geralmente feias e com mau hálito, e depois ficam por aí repetindo a frase da raposa, cobrando você das coisas que não fez.

Só que infelizmente, adoraria que esse primeiro parágrafo fosse aplicável para as contas que cativei. Que essas, eu não cativei sem querer. Essas, cativei bastante por querer. Por querer demais. Por QUERER MUITO, QUERO AGORA MEUDEUS ESTÁ EM PROMOÇÃO, É LINDO. Na última conversa que tive com a raposa ela estava fantasiada de facilidade bancária e o diálogo acabou de maneira bastante trágica:

O cheque especial então calou-se e considerou muito tempo Alice Desespero:
– Por favor, cativa-me! disse ele.
– Bem quisera, disse Alice, mas eu não tenho tempo. Tenho coisas a comprar à vista e investimentos a conhecer.
– A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma. Já as mulheres, essas sim, compram tudo prontinho nas lojas. Só não compram amigos porque ainda não inventaram uma amigueria. Se tu queres um amigo, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

Assim Alice cativou o cheque especial. Mas, quando chegou a hora da partida, Alice não conseguiu partir. Porque a raposa disse:
– Ah ! Você vai chorar.
– A culpa é tua, disse Alice, eu não queria me fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
– Quis, disse o cheque especial.
– Mas eu vou chorar! disse Alice.
– Vai, disse o cheque especial.
– Então, não saio lucrando nada!
– Mas eu lucro, disse o cheque especial, começando a rir de forma tenebrosa, junto com o guarda-roupa e tudo mais que Alice havia comprado com ele.

Rindo a valer,

Alice Desespero*

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banco, complexo, minha história

Um chiclete pro mendigo

chicrete chicrete

O mendigo teve as manha de falar que queria dinheiro era pro goró, mesmo. E eu, admirada de sua sinceridade, quase respondi também sincera “mas, mendigo, você deve ter mais dinheiro efetivo que eu, já que meu dinheiro neste momento é negativo, o que, se aprendi certo nas aulas de álgebra, era menos que nada”.

Mas aí vai que ele fica com pena, né? Dei um chiclete pra ele e cada um seguiu o seu caminho.

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banco, refém

Tranquilidade na vida

itau itau itau itau

Yay, recebi uma cartinha! Aí vi que era do Itaú. E mesmo sabendo que na medida do descontrole está tudo sob controle (sob controle tipo não vou ser presa amanhã ou algum dia a curto prazo), sempre que vem carta do banco vem aquele calafrio. Mas aí lembro que se a carta é problema ela vem naquele papel pobre, aquele papel não-vou-gastar-material-com-você-embora-você-esteja-me-enriquecendo-com-seus-juros-obrigado, e essa carta vinha num papel mais bonitão. Imagina, o Itaú gastou papel comigo, ele, que prega contra papel na propaganda e corre pra não imprimir minhas faturas de cartão de crédito e de repente decide nem enviar elas por e-mail, porque vai que assim eu esqueça de pagar (ACHAM QUE NÃO SEI DE SEU TRUQUEZINHO, HÃ?).

Abri e descobri que eu tenho um prêmio mensal! São 8,53 reais por mês! A diferença é que, no caso, quem está sendo premiado é o banco. E que sou eu que dou um prêmio para o Itaú todo mês. Hum. Como eu sou chique. Me senti a membra da academia agora, distribuindo Oscars de 8 reais para gerentes engravatados por aí. A diferença é só que… bem, eu não me lembro de ter me inscrito para esse cargo. Mas tudo bem, porque isso, segundo eles, me deixa mais tranquila. E se eu não pagar esses 8 reais mensais, vai ser difícil aproveitar com tranquilidade todos os momentos da minha vida. E eles são tão preocupados comigo que atualizaram o valor sem que eu pedisse, do jeitinho que contratei (diacho, quando foi que contratei isso, mesmo? Lembro vagamente de um gerente falando que se eu comprasse esse seguro eu pararia de pagar outra taxa…). Como é bom se sentir querida. Agradeço ao Itaú por tentar de tão bom grado manter a minha paz de espírito.

De hoje em diante, nem um minuto intranquilo na vida. Estou tão tranquila que até finjo não ver a vírgula que separa o sujeito do predicado na carta (e tem poucas coisas que me irritam mais que vírgulas separando sujeitos de predicados). Aaaaaaaaaa, sou uma pomba livre pelos prados. 🙂

Agora, xô abrir meu extrato AH DEUS

 

Tranquila,

Alice Desespero*

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