economia inteligente, roupas como vos amo, tentando

Alice vende tudo: até vestido por 40 reais!

vendetudo vendetudo vendetudo vendetudo vendetudo vendetudo

Eu vendo sim. Estou vivendo. Tem gente que não vende e tá… andando por aí toda bonitona cheia de roupa nova, muito melhor que eu.

É que as coisa continuam preta. Como vocês bem sabem, não é nem só o caso de eu estar devendo dinheiro pra Deus e o mundo (desculpa, Deus, eu prometo que pago), e sem margem pra comprar uma calçola. É também o caso de eu ter engordado 7 quilos e com isso ter perdido algumas roupas. Umas roupas lindas, lindas. Que não fecham mais. Ou seja, além de não poder comprar roupa nova, as roupas seminovas não querem mais brincar.

E o que você tem a ver com isso?

Sorte sua que nada. Mas você pode gostar de saber que estou vendendo algumas dessas roupas bonitas que não me cabem mais aqui no Enjoei. Elas são lindas, vêm com o selo de garantia “pouco usado e muito bem guardado” de Alice Desespero e estão bem baratinhas. Veja se você gosta de alguma coisa. Tem de 40 a 90 reais e só tem coisa bonita. É só clicar aqui: http://www.enjoei.com.br/usuario/alice-desespero

enjoei copyenjoei copyenjoei copyenjoei copy

 

Boas compras,

Alice Desespero*

Advertisements
Standard
economia inteligente, fazendo em casa, junk food, receitas

Biscoito de chocolate quentinho com leite branco

IMG_1986 IMG_1987

Porque tudo fica mais gostoso escrito, né? Lanche vira sanduíche, bolacha vira biscoito, essas coisas assim. Até fim de semana na pindaíba. Fim de semana na pindaíba fotografado com a câmera Canon que comprei em 6 parcelas pagas até recentemente, não sem muitos xingamentos de “ALICE DO PASSADO, VOCÊ É LOUCA, 300 REAIS POR MÊS É UMA RENDA MENSAL”, essas coisas.

IMG_1993 IMG_1994

É que dia desses eu e o namorado, aquela criatura incrível que me acompanha nos perrengues em vez de me jogar no vento depois da quadragésima crise de choro, passamos mais um final de semana econômico. O programa? Sábado foi dia de comer na Liberdade. Porque lá você come coisa gostosa, come fruto do mar, e paga preço de PF. Esses chineses são coisa linda de Deus, nunca vou entender como eles conseguem deixar barato até pato com lagosta na cidade mais cara do planeta. Mas eles conseguem. E eu comi. E foi bom.

IMG_1995 IMG_1996

E domingo foi dia de cozinhar em casa. Porque sim, eu adoro cozinhar. Coisa boa! Isso é bom demais pra quem precisa de economizar e não suporta comida por quilo (tenho teorias suficientes sobre quilos para fazer um novo post). Foi dia de fazer uns cookies de chocolate, com ingredientes que eu tinha em casa.

IMG_1997 IMG_1998

A receita original não achei muito gostosa, mas imagino que ela vá ficar melhor se for adaptada desta aqui, que é minha favorita. Aí você bota um pouco de cacau em pó e um monte de Confettis, ou M&Ms, dependendo do seu bolso. E pode manter ou não o chocolate picado da receita original, dependendo do tamanho da sua barriga. Aí, meus filhos, é só se jogar na felicidade. Porque economizar na felicidade é coisa de pobretão.

IMG_1999  IMG_2001

Dica: fiz com Confetti branco e preto. O Confetti branco, no forno, não derrete e vira uma bola de gordura doce. Coisa horrível, mesmo. A não ser que você queira se aterrorizar com a gordura ingerida e usar os Confettis embolotados como um diminuidor de vontade de comer os cookies (o que é uma técnica bastante válida), use só os de chocolate preto, mesmo.

IMG_2003 IMG_2004

Standard
economia inteligente, roupas como vos amo

Hoje vou assado

chic chic chic chic chic chic

Sempre admirei o jeito que as europeias se vestem. Há anos tento entender o que é que me encanta nas roupas que elas têm. É um não-sei-que que nunca consegui imitar. Eu tentava, juro que tentava. Fazia até birote no cabelo, mas quanto mais eu tentava, ficava menos europeia e mais mocreia. Até que fez-se a luz. Na verdade, desfez-se a luz. É que as coisas começaram a ficar feias, inclusive eu, e percebi, não sem um certo desespero, que eu deveria parar de comprar roupas.

Sim, essa é a parte mais difícil de economizar, pra mim. ROUPA. Não que eu seja daquelas que pagam milhares de reais numa bolsa (fui abençoada com uma falta de talento pra gostar de bolsas muito conveniente), mas sou daquelas que precisa de no mínimo uma roupa nova por mês para se sentir feliz. Porque, por mais que eu só compre roupas que realmente amo e dificilmente erro na escolha (outro talento bom), eu enjoo fácil. Pelo menos de 15 em 15 dias, você me encontra desolada na frente do guarda roupa, gritando com cada uma das peças.

Peraí, peraí. Va.

Me encontraVA. Porque a nova Alice descobriu o cálice sagrado. A nova Alice descobriu o jenesequa das europeias: ao contrário de nós, brasileiras mimadas, elas viveram na guerra. Elas passaram perrengue, essas aí. E aprenderam a criar roupas completamente novas com base nas mesmas peças de sempre. Em vez de usar a mesma legging com bota e camisa como a gente faz, elas experimentam. Colocam uma bota, um chinelo, um chapéu, um casaco, que mudam completamente a roupa. E assim, o visual delas fica muito mais criativo. E cheio dos qualéqueé.

Aí, vivendo em minha pequena guerra particular, estou tentando imitar essa criatividade que, pelo que vi, só funciona por causa da necessidade. E confesso que nesses dias em que estou sem comprar roupa, estou até me vestindo mais legal. Mega inspirada por centenas de fotos no Pinterest, claro. Porque sozinha ainda dá medo de errar. Hoje tô linda, ó: de casaco azul marinho com cavalinhos brancos da C&A e vestido velhinho da Maria Filó por dentro da saia godê lindona que minha mãe fez (te amo mãe). Meia calça de bolinha e sapato azul barato que encontrei numa loja X da Faria Lima. Cinto verde que veio com um vestido que não combina com ele. Bolsa, a de sempre, que combina com tudo nessa vida. Óculos escuros comprados no Deal Extreme. E tô chique. E gostei. Pegar um vestido e usar por baixo de saia é uma coisa que nunca tinha tentado e fica animal. Casaquinho por dentro também. Rá. Ganhei mais uma combinação nova, que, acabei de descobrir, é mais legal que ganhar roupa nova! Fui até elogiada no escritório.

Se rebolando toda,

Alice Desespero*

Standard
economia inteligente, junk food

Alice no rechaud

carne carne carne carne

Preciso fazer um disclaimer aqui, antes que vocês fiquem lendo e falando que eu sou uma mentira*: eu odeio salada, eu amo comer. Digo, ninguém engorda sete quilos do nada do nada. Ninguém engorda sete quilos do nada sendo a favor de shakes emagrecedores. O único shake que sou a favor começa com Milk e termina com um sorriso de prazer. MAS EU FAÇO ACADEMIA. Mas eu levo de marmita, de segunda a quinta, sempre um grelhado e uma salada. Sofro com a salada, sorrio com a carne e almoço cerca de menos de 200 calorias porque eu sou assim eu sei a quantidade de calorias das coisas. E AMO ACADEMIA (é sério, sou rata de academia desde os 13 anos, a única diferença é que hoje estou mais pra ratazana). 

Isto posto, quero contar o que jantei ontem. Porque ontem foi um dia de escolhas ruins e final feliz. Fui pra casa do namorado assistir a um dos filmes mais bestas que já vi na vida, e de lá nos arrumamos e fomos assistir à Alô Dolly, que está em cartaz lá no Bourbon. E, posso dizer, como fã que sou de musicais (fã nível QUERIA QUE TODOS OS FILMES DO MUNDO FOSSEM MUSICAIS): que montagem ruim, minha gente. A parte boa é que paguei 30 reais, já que sou uma pobre estudante e ontem era quinta feira de preços especiais, então não quis me matar tanto ao ouvir as desafinadas gerais do elenco. Sempre que a Marília Pera cantava mole e zoava o som do teatro (sei não, acho que aquilo é botox demais) eu pensava TRINTA REAIS.

Aí quando o dia acabou decidimos que precisávamos pelo menos comer alguma coisa gostosa, pro dia não acabar com gosto ruim. Porque sou assim, preciso me agradar. Com comida. Paga. Fomos no Outback, e não rolou. Digo, é gostoso e tal, mas me sinto no Berlim Oriental tendo que esperar numa fila de 45 minutos para poder comer. Aí fiquei com vontade de comer carne e saímos decididos: “vamos conhecer a churrascaria gigante que fica perto da sua casa”. Lembre-se: minha verba era zero. Esse negócio de jantar fora já tava errado, mas eu queria me permitir, tinha sido devastada por um musical ruim e um filme terrível. O plano era só  não gastar muito, quarenta reais não é muito (ou é?). Chegando na churrascaria gigante, um dizer gigante dizia: 39,90 o rodízio. Quando íamos entrar, enxergamos as letras miúdas: *exceto em finais de semana e feriados. Que em finais de semana e feriados, o rodízio custa 59,90. Aí você pensa: 20 reais a mais? Será que o boi fica mais gostoso nesses dias ou os garçons são tipo mil vezes mais bem pagos?

É que aqui entra a parte em que eu me orgulho: em outros tempos, eu ficaria ofendidíssima, mas entraria mesmo assim (pô, mó vergonha ir até a porta e voltar atrás). Mas dessa vez, dessa vez fui linda: empinei o nariz e falei OBRIGADA. Com voz de Marília Pera e tudo. Terminamos a noite na Esquina do Fuad, que é coisa linda de Deus. 37 reais por pessoa e uma picanha que é mais gostosa até que a do Juarez (que se lembro bem, da última vez que fui, me saiu uns 60 reais e algumas lágrimas).

Não me arrependo de nada,

Alice Desespero*

*se bem que eu sou uma mentira mesmo, lide com isso.

Standard