banco, refém

Tranquilidade na vida

itau itau itau itau

Yay, recebi uma cartinha! Aí vi que era do Itaú. E mesmo sabendo que na medida do descontrole está tudo sob controle (sob controle tipo não vou ser presa amanhã ou algum dia a curto prazo), sempre que vem carta do banco vem aquele calafrio. Mas aí lembro que se a carta é problema ela vem naquele papel pobre, aquele papel não-vou-gastar-material-com-você-embora-você-esteja-me-enriquecendo-com-seus-juros-obrigado, e essa carta vinha num papel mais bonitão. Imagina, o Itaú gastou papel comigo, ele, que prega contra papel na propaganda e corre pra não imprimir minhas faturas de cartão de crédito e de repente decide nem enviar elas por e-mail, porque vai que assim eu esqueça de pagar (ACHAM QUE NÃO SEI DE SEU TRUQUEZINHO, HÃ?).

Abri e descobri que eu tenho um prêmio mensal! São 8,53 reais por mês! A diferença é que, no caso, quem está sendo premiado é o banco. E que sou eu que dou um prêmio para o Itaú todo mês. Hum. Como eu sou chique. Me senti a membra da academia agora, distribuindo Oscars de 8 reais para gerentes engravatados por aí. A diferença é só que… bem, eu não me lembro de ter me inscrito para esse cargo. Mas tudo bem, porque isso, segundo eles, me deixa mais tranquila. E se eu não pagar esses 8 reais mensais, vai ser difícil aproveitar com tranquilidade todos os momentos da minha vida. E eles são tão preocupados comigo que atualizaram o valor sem que eu pedisse, do jeitinho que contratei (diacho, quando foi que contratei isso, mesmo? Lembro vagamente de um gerente falando que se eu comprasse esse seguro eu pararia de pagar outra taxa…). Como é bom se sentir querida. Agradeço ao Itaú por tentar de tão bom grado manter a minha paz de espírito.

De hoje em diante, nem um minuto intranquilo na vida. Estou tão tranquila que até finjo não ver a vírgula que separa o sujeito do predicado na carta (e tem poucas coisas que me irritam mais que vírgulas separando sujeitos de predicados). Aaaaaaaaaa, sou uma pomba livre pelos prados. 🙂

Agora, xô abrir meu extrato AH DEUS

 

Tranquila,

Alice Desespero*

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