economia inteligente, roupas como vos amo, tentando

Alice vende tudo: até vestido por 40 reais!

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Eu vendo sim. Estou vivendo. Tem gente que não vende e tá… andando por aí toda bonitona cheia de roupa nova, muito melhor que eu.

É que as coisa continuam preta. Como vocês bem sabem, não é nem só o caso de eu estar devendo dinheiro pra Deus e o mundo (desculpa, Deus, eu prometo que pago), e sem margem pra comprar uma calçola. É também o caso de eu ter engordado 7 quilos e com isso ter perdido algumas roupas. Umas roupas lindas, lindas. Que não fecham mais. Ou seja, além de não poder comprar roupa nova, as roupas seminovas não querem mais brincar.

E o que você tem a ver com isso?

Sorte sua que nada. Mas você pode gostar de saber que estou vendendo algumas dessas roupas bonitas que não me cabem mais aqui no Enjoei. Elas são lindas, vêm com o selo de garantia “pouco usado e muito bem guardado” de Alice Desespero e estão bem baratinhas. Veja se você gosta de alguma coisa. Tem de 40 a 90 reais e só tem coisa bonita. É só clicar aqui: http://www.enjoei.com.br/usuario/alice-desespero

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Boas compras,

Alice Desespero*

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roupas como vos amo, SOCORO

Aquele e-mail

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Hoje o dia acordou lindo em São Paulo. Me animei porque os pássaros cantavam, o sol brilhava e minha timeline do Facebook eu ignorava. Até que chegou aquele e-mail. Diretamente da minha loja favorita do mundo, aquela loja que até hoje não sei se fico feliz ou triste por não ter uma filial no Brasil e dificultar tanto meu acesso a ela. Maldita Anthropologie. Veio me oferecer uma verdadeira obscenidade de vestidos por menos de 100 dólares. Logo essa loja, cujos vestidos jamais custam menos de 100 dólares, nem nos meus sonhos mais loucos. Logo hoje, que estou fragilizada, depois de uma semana difícil, e sabendo que mês que vem minha verba de roupas tem saldo, já que minha fatura do cartão só virá com 70 reais de uma última parcela da C&A.

Numa sexta feira linda.

Abri o e-mail.

É claro que fui ver os vestidos, é claro que gostei de cinco, é claro que escolhi um. E estava lá, toda orgulhosa, comprando só um. SÓ UM! EM PROMOÇÃO! EU POSSO! ELE É LINDO! PRECISA DE MIM! Até que na página de fechamento da compra, o frete brilhou: 55 dólares. De frete. 55 dólares, pensa num absurdo. Não estou falando de 20 centavos, estou falando de 55 dólares. Por 55 dólares eu compro um jatinho e vou até Nova York pessoalmente comprar o vestido. Ah, revoltei-me. Revoltei tanto que fechei a janela e saí correndo em disparada pensando em como a vida é injusta.

E agora estou aqui, orgulhosa de mim. Salva por 55 dólares. O vestido em promoção ia me custar uns 300 reais, de qualquer maneira. Aqueles 55 dólares quiseram me dizer alguma coisa. E eu parei na hora certa.

Sim, parei.

Tenho certeza de que parei.

Por favor, diga que você está orgulhoso de mim também, nos comentários, por telefone, SMS, beijinho na nuca. Qualquer coisa. Senão amanhã a Anthropologie me manda um e-mail me avisando que deixei uma peça no carrinho de compras e eu sei que vou comprar. Por toda a minha vida eu vou comprar.

 

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economia inteligente, roupas como vos amo

Hoje vou assado

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Sempre admirei o jeito que as europeias se vestem. Há anos tento entender o que é que me encanta nas roupas que elas têm. É um não-sei-que que nunca consegui imitar. Eu tentava, juro que tentava. Fazia até birote no cabelo, mas quanto mais eu tentava, ficava menos europeia e mais mocreia. Até que fez-se a luz. Na verdade, desfez-se a luz. É que as coisas começaram a ficar feias, inclusive eu, e percebi, não sem um certo desespero, que eu deveria parar de comprar roupas.

Sim, essa é a parte mais difícil de economizar, pra mim. ROUPA. Não que eu seja daquelas que pagam milhares de reais numa bolsa (fui abençoada com uma falta de talento pra gostar de bolsas muito conveniente), mas sou daquelas que precisa de no mínimo uma roupa nova por mês para se sentir feliz. Porque, por mais que eu só compre roupas que realmente amo e dificilmente erro na escolha (outro talento bom), eu enjoo fácil. Pelo menos de 15 em 15 dias, você me encontra desolada na frente do guarda roupa, gritando com cada uma das peças.

Peraí, peraí. Va.

Me encontraVA. Porque a nova Alice descobriu o cálice sagrado. A nova Alice descobriu o jenesequa das europeias: ao contrário de nós, brasileiras mimadas, elas viveram na guerra. Elas passaram perrengue, essas aí. E aprenderam a criar roupas completamente novas com base nas mesmas peças de sempre. Em vez de usar a mesma legging com bota e camisa como a gente faz, elas experimentam. Colocam uma bota, um chinelo, um chapéu, um casaco, que mudam completamente a roupa. E assim, o visual delas fica muito mais criativo. E cheio dos qualéqueé.

Aí, vivendo em minha pequena guerra particular, estou tentando imitar essa criatividade que, pelo que vi, só funciona por causa da necessidade. E confesso que nesses dias em que estou sem comprar roupa, estou até me vestindo mais legal. Mega inspirada por centenas de fotos no Pinterest, claro. Porque sozinha ainda dá medo de errar. Hoje tô linda, ó: de casaco azul marinho com cavalinhos brancos da C&A e vestido velhinho da Maria Filó por dentro da saia godê lindona que minha mãe fez (te amo mãe). Meia calça de bolinha e sapato azul barato que encontrei numa loja X da Faria Lima. Cinto verde que veio com um vestido que não combina com ele. Bolsa, a de sempre, que combina com tudo nessa vida. Óculos escuros comprados no Deal Extreme. E tô chique. E gostei. Pegar um vestido e usar por baixo de saia é uma coisa que nunca tinha tentado e fica animal. Casaquinho por dentro também. Rá. Ganhei mais uma combinação nova, que, acabei de descobrir, é mais legal que ganhar roupa nova! Fui até elogiada no escritório.

Se rebolando toda,

Alice Desespero*

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errei de novo, roupas como vos amo

A besta que sou, meia descontrolada

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Aí sábado é o grande dia. Não o meu (AINDA), mas você sabe, eu sei, todo mundo sabe que ser madrinha é até mais importante que ser a noiva.

E tudo estava comprado, com exceção da carteira estilosa e da meia calça. Quanto à carteira estilosa, decidi ir com a minha carteira estilosa invisível (ora, pedirei pro namorado carregar meu celular e enfiar os 25 bem casados no bolso do terno, e pronto, pra que mais se leva uma bolsa num casamento, afinal?). Quanto à meia calça… Ah. Passei lá, na lojinha que fica no caminho da pós, que claramente estava vendendo meias calças superfaturadas, e comprei. Gastei 20 reais, fui embora e acabou.

Exceto que não foi bem assim. Porque no meio do caminho tinha o balcão de meias diferentes por 9,99. E num passe de mágica os 20 viraram 30. Note-se que falo de meias calças daquelas lindas, que você vê gente usando no pinterest e que você sabe, tem certeza, crê que NUNCA VAI USAR PORQUE NUNCA VAI COMBINAR COM NADA NO SEU GUARDA ROUPA vão ser super usadas o inverno inteiro.

Vou fazer o que, né? Comprei. 9,99. Uma pechincha.

9,99 ao contrário, já sabe que número que é, né? Pois é. Mas nesse caso, a besta sou eu.

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