errei de novo, horrorosa, saúde, tentando

Tão morrendo de cada coisa

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Eu tô doidona. Doidona de raiva, mesmo. Tudo está me irritando, um pombo que ande um pouco mais torto na calçada já merece meu ódio mortal. Recorri à terapia (mas aí só tive dinheiro pra uma sessão), à homeopatia, e quase à corrente de oração da madrugada. Mas sei lá. Acho que depois de ter conseguido começar a (não) gastar dinheiro seguindo planilhas e não meus instintos mais primitivos me senti mais no controle da minha situação, menos à mercê das surpresas do tipo NO CHEQUE ESPECIAL DIA 15, MAS JÁ, COMO ISSO ACONTECEU???? (hoje, a diferença é que entro no cheque especial, mas pelo menos já sei que vou entrar, enfim essa é outra história), e comecei a melhorar um pouco.

Bem pouco.

Já tenho menos vontade de xingar alto, pelo menos.

O caso é que depois de estar (QUASE) curada desse estresse em níveis terríveis comecei a reparar o quanto as pessoas se desesperam com nada nessa vida civilizada. Parece que, basta acontecer alguma coisinha fora do script, todo mundo vai morrer. As causas mortis hoje são das mais estranhas. Tipo

Morte por pedestre na faixa.  O sinal abriu, o pedestre já estava atravessando, e nada pode fazer agora que está no meio da rua. Errou, calculou errado, acontece. Aí o motorista acha que vai ser atropelado ao contrário, porque não é possível, acha que vai morrer, que AH DEUS JÁ ERA ACABÔ e buzina em um verdadeiro furor.

Morte por incompetência alheia.  Noventa e nove por cento dos colaboradores do mundo têm falhas. Desses, uns 820% erram toda hora e são incompetentes, sim. E provavelmente esses são os que ganham mais que você. Aí em vez de sorrir porque pelo menos você não é desses e vai pro céu mais rápido dá aquela dor no peito aquela fofocada no almoço e aquela vontade de aaaaaaaAAAAAAAAAAAAAAAAAAAG e UUUDGHSHG

Morte por trânsito parado. Se você não acredita que estando dentro de um carro no trânsito você é o trânsito, então você pode acreditar que o trânsito é um grande monstro da antiguidade que rege a Terra e tem grandes dentes afiados prontos para devorar sua alma e arrancar sua cabeça fora. E que sorte. A buzina é sua única defesa contra ele.

Morte por 5 minutos. Essa é a morte que tem tido mais saída. O caixa eletrônico travou, o vizinho está usando a máquina de lavar roupa e esqueceu a roupa ali, o elevador passou reto e te desprezou. O tempo perdido foi cerca de 5 minutos. OS CINCO MINUTOS MAIS IMPORTANTES DA SUA VIDA. Quanto tempo você costuma ficar no Facebook todo dia, mesmo? Não importa, foi letal.

Morte por telefone não atendido. Vivemos em plena era da liberdade e da comunicação. COMO AS PESSOAS PODEM DEIXAR DE ATENDER SEUS TELEFONES? O som de caixa postal bate em seu cérebro e causa uma síncope mortal, pum pof caiu duro no chão.

Morte por adolescentes chatos. Eles são pequenos mas andam em bando. Eles falam alto, têm opiniões diferentes das suas, são desengonçados e podem até esbarrar em você de maneira tal que seu cerebelo vai cair quicando no chão e te levar a nocaute, sem querer.

Morte por comentário na internet. Eles estão aí faz tempo. Mas antes comentavam baixinho, em casa, almoçando, e suas ideias não atrapalhavam seu dia a dia. Agora que o Facebook deu diploma de crítico pra todo mundo, a peste bubônica dos comentários babônicos VAI PEGAR VOCÊ. Se você não se vacinar, é claro.

Sei lá, gente. Sempre aprendi que cada 5 minutos ganhos no grito são 10 minutos a menos de vida. Mas sei também que preciso lembrar disso ultimamente. 😦

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acertei sem querer, emagrecer, junk food, marmita, saúde, tô nem aí

Emagreça comendo de tudo

Porque é assim. Você passa as últimas semanas levando saladinha com grelhado de marmita, se controlando (mais ou menos) na janta e tentando ir na academia quase-sempre-que-consegue-acordar-cedo. Aí vai se pesar e nada. Nada acontece em Alicetown. Tudo igual. O mesmo peso de sempre.

Aí essa semana fiz da jaca a minha pantufa. Teve festa junina no final de semana, nesse e no outro. Além disso, as carnes tinham se acabado do meu freezer e decidi desencanar da marmita somaliana: levei feijão com pão (sim, sou adepta das marmitas exóticas), feijoada e grão de bico. Academia? Com o frio que fez em São Paulo e a semana cansativa que tive com direito a diretor de férias, namorado doente e aulas de reposição da pós, é de dar risada imaginar que vou acordar às 5 da manhã pra cuidar da minha saúde. Não fui nem um diazinho sequer. E de janta? Mc Donald’s, pizza e arroz com feijão.

Aí fui me pesar.

Adivinha.

Emagreci 1 quilo.

Há mais mistérios entre o bacon e a balança do que sonha a nossa vã filosofia, meu amigo.

 

Com amor,

Alice Desespero*

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de graça, saúde

Lanchinho de laboratório

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Voltei do exame médico. Não existe nada mais gostoso que lanchinho de laboratório, né? Fico pensando se é a possibilidade de comer alguma coisa, qualquer que seja a coisa, depois de 12 horas de privação, ou a boca livre, ou a mistura dos dois. Mas de repente aquele meio pãozinho com peito de peru e queijo e cappuccino de máquina me parecem as coisas mais gostosas da vida.

Eu devia fazer mais dessas coisas, exame médico. Peguei até bolachinha de leite e guardei na bolsa. De graça, né?

Ainda com fome,

Alice Desespero*

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junk food, saúde

12 horas sem comer

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Calma, não estou fazendo nenhum desafio maluco de anorexia. Amanhã às 8h tenho exame médico, e 12 horas de jejum fazem parte do preparo. E enquanto fico pensando que esse exame vai detectar que engordei por causa de algum problema hormonal, é óbvio, penso também em qual será minha última refeição. Ora, são 12 horas, é uma vida (considerando que você seja um efemeróptero)! E como eu chegaria em casa 19h30, teria apenas meia hora para preparar e comer o banquete dos deuses que eu merecia. Então lembro-me que na minha geladeira estão rolando salsichas desde sábado. Explico: sábado fiquei cuidando da minha priminha, que chegou em casa e disse TENHO FOME. Logo, pensei: como conquistar a posição de prima mais legal em 10 minutos? Fiz cachorro quente pra ela.

Acontece que fazer cachorro quente e morar sozinha resulta em pacotes de salsicha inteiros tendo que ser consumidos antes que embolorem na geladeira. Fiz o pacote inteiro para a prima. E fiquei com cerca de 10 salsichas para ser consumidas em pouco tempo. Bem, se eu comesse essas salsichas hoje, lá ia eu engordar mais um pouco. Se não comesse essas salsichas hoje, desperdiçaria os preciosos reais que gastei com as malditas embutidas. Resultado: comi. Mas precisava melhorar o gosto das salsichosas (experimente comer salsicha 3 dias seguidos!) e passei na padaria pra comprar pão. E batata palha. NÃO, EU NÃO PRECISAVA DE VOCÊS, BATATAS PALHAS. Mas comprei. Lá se foram 7 reais. Aposto que 7 reais para um efemeróptero valem 1 milhão. Pra mim, valeram algumas pequenas batatas.

Aos perdedores, as batatas.

Atenciosamente,

Alice Desespero*

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