tentando

Sou uma formiguinha

Mas ontem eu tava me sentindo uma baratinha. Feia, esquisita, a roupa tava errada, o cabelo tava errado, eu tava mais errada ainda. Tentei fazer aquela técnica europeia da combinação criativa de roupas, mas saí foi mais parecendo uma mendiga. E passei frio, de verdade. Tô sem casaco pesado (e bonito), essas coisas que acabam com o humor de qualquer uma. Enquanto almoçava, fiquei olhando pela janela, ressentida por estar sem comprar roupas há 2 meses. Achando que a vida era injusta, e tudo mais. Quase peguei um ônibus e fui até o shopping Iguatemi, pra comprar um casaco lindo por uns 400 reais e mandar uma grande banana pro universo.

Aí parei, pensei e lembrei de uma técnica que aprendi com minha psicóloga. A técnica é “deixar para comprar amanhã o que você gostaria de comprar hoje.” Que sair pra comprar com raiva, frustrada e feia é um convite para um grande erro financeiro. Afinal, ir no shopping infeliz com a roupa é tipo ir no mercado com fome. Respirei fundo, pensei que, qualquer coisa, eu poderia comprar esse tal casaco (e essa calça jeans porque só tenho uma calça no guarda roupa e essa camisa porque não teria nenhuma camisa pra combinar com a calça e essa botinha porque minha botinha está toda gasta…) hoje.

Mas aí ontem eu fui chata, briguei com namorado, o dia acabou ruim demais, aí hoje recebi uma notícia muito triste de um amigo meu, daquelas que colocam a vida em perspectiva etc. E ainda assisti a um documentário que conta de um jeito bem claro como o mundo ainda vai acabar em excesso de lixo ocasionado por pessoas que vão ao shopping e compram casacos lindos por 400 reais porque acham que a vida delas é injusta.

E mandei uma grande banana split pro universo.

Sabe como é, pra pedir desculpa pela minha formigueza de pessoa pequena no grande ciclo das coisas. Deus deve gostar de banana split. Sei lá, Ele gosta de coisas boas.

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emagrecer, errei de novo, junk food, minha história

Salada

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Parei, pensei e não lembro quando foi que comi salada pela última vez. Deve fazer mais de 10 dias. Veja bem, não estou me congratulando com isso. Acho que as pessoas têm que comer salada, é tipo pagar imposto, foi o que aprendi. É ruim, te deixa triste, mas faz parte da vida.

É que hoje, com esse negócio de morar sozinha, quando compro um pacote de alface, ele fica preto e com aquela aguinha nojenta daí 1 semana. Não tenho tempo pra ficar comendo alface, ele exige demais de mim, também. Verdura é tão carente, não é igual carne que você congela e ela fica lá, te esperando, quietinha. Não, não confio em salada.

Não me levem a mal, eu não tenho nada contra quem gosta de salada. Tenho até uns amigos que gostam de salada. E fico aqui sonhando com o dia em que terei a mente mais aberta, quando estarei casada, servindo saladas para meu esposo. Daquelas coloridas, com palmito, bem ricas, mesmo. Sem croutons, que crouton é roubar no jogo. Sem batata palha também, que batata palha é coisa de sanduíche.

Uhm, sanduíche.

Beijos sabor chuchu,

Alice Desespero*

 

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acertei sem querer, emagrecer, junk food, marmita, saúde, tô nem aí

Emagreça comendo de tudo

Porque é assim. Você passa as últimas semanas levando saladinha com grelhado de marmita, se controlando (mais ou menos) na janta e tentando ir na academia quase-sempre-que-consegue-acordar-cedo. Aí vai se pesar e nada. Nada acontece em Alicetown. Tudo igual. O mesmo peso de sempre.

Aí essa semana fiz da jaca a minha pantufa. Teve festa junina no final de semana, nesse e no outro. Além disso, as carnes tinham se acabado do meu freezer e decidi desencanar da marmita somaliana: levei feijão com pão (sim, sou adepta das marmitas exóticas), feijoada e grão de bico. Academia? Com o frio que fez em São Paulo e a semana cansativa que tive com direito a diretor de férias, namorado doente e aulas de reposição da pós, é de dar risada imaginar que vou acordar às 5 da manhã pra cuidar da minha saúde. Não fui nem um diazinho sequer. E de janta? Mc Donald’s, pizza e arroz com feijão.

Aí fui me pesar.

Adivinha.

Emagreci 1 quilo.

Há mais mistérios entre o bacon e a balança do que sonha a nossa vã filosofia, meu amigo.

 

Com amor,

Alice Desespero*

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SOCORO, tô nem aí, tentando, trabalho

Acho uma palhaçada

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Reduzi aqui, reorganizei ali, cortei acolá (e estou falando de dinheiro, não de mim mesma). Até que cheguei a um ponto em que percebi: a não ser que eu pare de comprar comida, não tem mais o que cortar neste meu orçamento de mulher-que-mora-sozinha-com-25-anos-e-gastou-todas-as-economias-com-viagens-a-Paris. E até conseguir pagar a pós e minhas dívidas decidi fazer uma renda extra. E agora ninguém me segura!!!

Juro, juro por Deus que tô quase clicando naqueles banners malfeitos que geralmente têm uma foto de mulher feliz falando EU GANHO 1.600 REAIS POR DIA SEM SAIR DE CASA, SAIBA COMO. Mas tenho medo de saber como, sei lá. Pra mim, essa coisa de ganhar 1.600 reais por dia sem sair de casa só pode passar vírus.

Aí passando aqui pela minha rua dei de cara com um buffet infantil assim, meio esquisito, que abriu faz algumas semanas. Adivinha? Entrei em contato e vou fazer uma entrevista lá amanhã.

Eu, Alice Desespero, profissional com uma bela e respeitável carreira de segunda a sexta feira, prestes a fazer uma entrevista num buffet infantil meio esquisito.

Pois é. Além de não ter um vintém, é capaz de eu passar os próximos finais de semana da minha vida sendo chamada de palhaça por crianças com metade do meu tamanho.

Me desejem boa sorte,

Alice Desespero*

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economia inteligente, roupas como vos amo, tentando

Alice vende tudo: até vestido por 40 reais!

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Eu vendo sim. Estou vivendo. Tem gente que não vende e tá… andando por aí toda bonitona cheia de roupa nova, muito melhor que eu.

É que as coisa continuam preta. Como vocês bem sabem, não é nem só o caso de eu estar devendo dinheiro pra Deus e o mundo (desculpa, Deus, eu prometo que pago), e sem margem pra comprar uma calçola. É também o caso de eu ter engordado 7 quilos e com isso ter perdido algumas roupas. Umas roupas lindas, lindas. Que não fecham mais. Ou seja, além de não poder comprar roupa nova, as roupas seminovas não querem mais brincar.

E o que você tem a ver com isso?

Sorte sua que nada. Mas você pode gostar de saber que estou vendendo algumas dessas roupas bonitas que não me cabem mais aqui no Enjoei. Elas são lindas, vêm com o selo de garantia “pouco usado e muito bem guardado” de Alice Desespero e estão bem baratinhas. Veja se você gosta de alguma coisa. Tem de 40 a 90 reais e só tem coisa bonita. É só clicar aqui: http://www.enjoei.com.br/usuario/alice-desespero

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Boas compras,

Alice Desespero*

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complexo

Achei que era gás lacrimogêneo, era cheiro do rio Pinheiros

Aproveitei a grande micareta da democracia manifestação que parou São Paulo pra ir a pé pra casa. Um cooper tranquilo, umas calorias a menos, panturrilha malhada, tudo de graça.

Mãe, se me ver na TV, eu tava só fazendo minha caminhada, tá. Não tenho tempo pra essas coisas não. Não consigo  mudar nem o caos da minha conta bancária, magina que vou mudar o Brasil.

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TÔ BRINCANDO GENTE SEUS CHATO

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roupas como vos amo, SOCORO

Aquele e-mail

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Hoje o dia acordou lindo em São Paulo. Me animei porque os pássaros cantavam, o sol brilhava e minha timeline do Facebook eu ignorava. Até que chegou aquele e-mail. Diretamente da minha loja favorita do mundo, aquela loja que até hoje não sei se fico feliz ou triste por não ter uma filial no Brasil e dificultar tanto meu acesso a ela. Maldita Anthropologie. Veio me oferecer uma verdadeira obscenidade de vestidos por menos de 100 dólares. Logo essa loja, cujos vestidos jamais custam menos de 100 dólares, nem nos meus sonhos mais loucos. Logo hoje, que estou fragilizada, depois de uma semana difícil, e sabendo que mês que vem minha verba de roupas tem saldo, já que minha fatura do cartão só virá com 70 reais de uma última parcela da C&A.

Numa sexta feira linda.

Abri o e-mail.

É claro que fui ver os vestidos, é claro que gostei de cinco, é claro que escolhi um. E estava lá, toda orgulhosa, comprando só um. SÓ UM! EM PROMOÇÃO! EU POSSO! ELE É LINDO! PRECISA DE MIM! Até que na página de fechamento da compra, o frete brilhou: 55 dólares. De frete. 55 dólares, pensa num absurdo. Não estou falando de 20 centavos, estou falando de 55 dólares. Por 55 dólares eu compro um jatinho e vou até Nova York pessoalmente comprar o vestido. Ah, revoltei-me. Revoltei tanto que fechei a janela e saí correndo em disparada pensando em como a vida é injusta.

E agora estou aqui, orgulhosa de mim. Salva por 55 dólares. O vestido em promoção ia me custar uns 300 reais, de qualquer maneira. Aqueles 55 dólares quiseram me dizer alguma coisa. E eu parei na hora certa.

Sim, parei.

Tenho certeza de que parei.

Por favor, diga que você está orgulhoso de mim também, nos comentários, por telefone, SMS, beijinho na nuca. Qualquer coisa. Senão amanhã a Anthropologie me manda um e-mail me avisando que deixei uma peça no carrinho de compras e eu sei que vou comprar. Por toda a minha vida eu vou comprar.

 

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